quinta-feira, 22 de outubro de 2026

PRESENÇA QUE APROXIMA, PARTICIPAÇÃO QUE ENSINA: FAMÍLIAS NA ÁRVORE DA APRENDIZAGEM

 

PRESENÇA QUE APROXIMA, PARTICIPAÇÃO QUE ENSINA: FAMÍLIAS NA ÁRVORE DA APRENDIZAGEM

Uma experiência de parceria entre família e escola na Educação Infantil

CEMEI “Benedicto Cunha” — Lugar de Criança Feliz | Fernandópolis/SP | 21 de outubro de 2026


Prof. Esp. José Igídio dos Santos
Coordenador Pedagógico — CEMEI “Benedicto Cunha”

Resumo

Este artigo reflexivo-pedagógico analisa a dinâmica “Árvore da Aprendizagem”, realizada em 21 de outubro de 2026 no CEMEI “Benedicto Cunha”, em Fernandópolis/SP, durante a reunião de Pais e Mestres. A proposta convidou familiares e responsáveis a registrar o que aprenderam com as crianças, conquistas percebidas e desejos para o percurso seguinte. A entrega de uma porção de sementes de girassol a cada família ampliou o sentido simbólico da experiência, associando cuidado, crescimento, esperança e corresponsabilidade ao processo de ensinagem. Os dados de frequência da reunião de 21 de setembro são apresentados apenas como referência contextual: 111 presenças e 47 ausências, em 158 registros. Para outubro, a quantidade de folhas da dinâmica coincide com o número de familiares assinantes da lista de presença, conforme informação confirmada pela unidade. A reflexão destaca que a participação deve ser compreendida de forma acolhedora, sem transformar frequência ou quantidade de registros em julgamento sobre o vínculo familiar.

Palavras-chave

Educação Infantil; relação família-escola; ensinagem; documentação pedagógica; participação familiar.

1. Introdução

A relação entre família e escola se constrói por meio do diálogo, da escuta e da partilha de responsabilidades pelo desenvolvimento das crianças. Na Educação Infantil, essa parceria ganha especial relevância porque as aprendizagens acontecem em diferentes contextos: nas relações familiares, nas brincadeiras, nas interações com outras crianças e adultos e nas experiências propostas pela instituição. Aproximar esses contextos não significa torná-los iguais, mas criar condições para que se escutem e se complementem.

2. Contextualização da experiência

A dinâmica “Árvore da Aprendizagem” foi realizada em 21 de outubro de 2026, no CEMEI “Benedicto Cunha” — Lugar de Criança Feliz, durante a reunião de Pais e Mestres. Os familiares foram convidados a registrar algo que a criança lhes ensinou, uma conquista observada, uma característica admirada ou um desejo para o próximo bimestre. As árvores construídas pelas turmas deram forma coletiva a essas vozes e memórias. A proposta também contemplou diferentes formas de participação, incluindo a possibilidade de compartilhar oralmente e contar com apoio para o registro.

3. As sementes de girassol e o processo de ensinagem

Cada família recebeu uma porção de sementes de girassol. O gesto, simples e intencional, funcionou como extensão simbólica da dinâmica: uma semente precisa de condições de cuidado para germinar e crescer, assim como o desenvolvimento infantil requer vínculos, oportunidades, tempo, segurança e acompanhamento. O girassol foi associado à luz, ao crescimento, ao amor e à esperança. A entrega das sementes caracterizou o processo de ensinagem ao articular uma experiência concreta, um símbolo compartilhado e uma reflexão sobre o papel conjunto da família e da escola. Não se trata apenas de transmitir uma mensagem, mas de criar uma situação que convide os adultos a atribuir significado à experiência e a levá-la para além do encontro.

4. Presença, participação e leitura cuidadosa dos dados

A presença física em uma reunião amplia as oportunidades de diálogo, mas a participação também pode ocorrer por meio de perguntas, relatos, mensagens, conversas posteriores e outras formas possíveis de colaboração. Por isso, as ausências devem ser compreendidas sem julgamentos. O gráfico da reunião de 21 de setembro de 2026 apresenta 111 presenças e 47 ausências, totalizando 158 registros nas nove categorias representadas. A taxa geral de presença corresponde a aproximadamente 70,3%, e a de ausência, a 29,7%. Esses números dizem respeito exclusivamente à reunião de setembro e servem como referência contextual, não como resultado da reunião de outubro.

4.1 Dados da reunião de 21 de setembro de 2026

A tabela a seguir reproduz os valores informados no gráfico e permite visualizar diferenças entre as turmas. Os percentuais representam a proporção de presenças em relação à soma de presenças e ausências de cada categoria.

Turma (gráfico de 21/09/2026)

Presenças

Ausências

Presença (%)

Berçário A/B

10

3

76,9%

Maternal I A

12

3

80,0%

Maternal II A

8

11

42,1%

Jardim A

16

4

80,0%

Pré A

14

6

70,0%

Berçário B

8

5

61,5%

Maternal II B

17

1

94,4%

Jardim B

13

7

65,0%

Pré B

13

7

65,0%

Total

111

47

70,3%

 

5. A árvore como espaço de escuta e reconhecimento

5.1. A atuação das docentes regentes na mobilização das famílias

A participação das famílias não depende apenas do convite geral feito pela gestão. Ela também se constrói na relação cotidiana entre cada docente regente e os responsáveis pelas crianças. Na sistematização desta experiência, cabe às professoras de cada turma apresentar o propósito da dinâmica em linguagem acessível, acolher as contribuições, oferecer apoio a quem preferir falar em vez de escrever e valorizar as diferentes formas de expressão, sem induzir respostas nem comparar famílias. Na reunião específica em sala, as regentes articulam os registros familiares às experiências e aprendizagens do 3º bimestre, compartilham prioridades para o 4º bimestre e abrem espaço para perguntas e observações sobre o percurso da criança. Após o encontro, podem retomar as contribuições pertinentes no planejamento e oferecer oportunidade de diálogo posterior às famílias ausentes, por meio dos canais institucionais. Esse trabalho é realizado em articulação com a equipe gestora e a coordenação pedagógica, que organizam a proposta comum, apoiam as docentes e ajudam a transformar a escuta em encaminhamentos pedagógicos.

Na reunião de 21 de outubro, a quantidade de folhas registradas nas árvores coincide com o número de familiares que assinaram a lista de presença, conforme confirmação da unidade. Essa correspondência permite relacionar os registros escritos à participação dos familiares assinantes. Ainda assim, a interpretação pedagógica não deve se limitar à contagem: a extensão de uma resposta, a escrita convencional ou a escolha das palavras não medem a qualidade do vínculo nem o interesse pela aprendizagem. Cada contribuição precisa ser acolhida em seu contexto e, quando pertinente, colocada em diálogo com as observações pedagógicas feitas pela equipe.

6. Participar não é competir

As árvores não devem ser usadas para classificar turmas ou comparar famílias. A quantidade de folhas pode documentar a participação registrada na proposta, mas não explica, por si só, as razões de presença ou ausência nem mede o compromisso de quem não pôde comparecer. Trabalho, saúde, transporte, responsabilidades de cuidado e outras circunstâncias podem interferir na participação presencial; os dados disponíveis, entretanto, não permitem identificar quais fatores atuaram em cada caso. Uma abordagem inclusiva reconhece as possibilidades e os limites de cada família e oferece diferentes canais de diálogo.

7. Continuidade entre escola e família

As contribuições da dinâmica podem apoiar a continuidade do trabalho pedagógico. A equipe pode retomar temas trazidos pelos familiares, relacioná-los às experiências e aos direitos de aprendizagem da Educação Infantil e compartilhar os próximos passos do planejamento. Para quem não esteve presente, uma síntese acolhedora, uma conversa individual ou outro canal institucional pode abrir oportunidade posterior de participação. A árvore torna-se, assim, não apenas um registro de um encontro, mas um ponto de partida para novas conversas.

8. Considerações finais

A dinâmica “Árvore da Aprendizagem” criou um espaço de reconhecimento, escuta e partilha entre família e escola. A entrega das sementes de girassol ampliou a experiência ao oferecer um símbolo concreto de cuidado e continuidade: cultivar a aprendizagem exige atenção, tempo, afeto e condições para crescer. A sistematização também evidencia o papel das docentes regentes na mobilização dos responsáveis, no acolhimento das contribuições e na articulação entre os relatos familiares e o planejamento de cada turma. Em consonância com o tema formativo da AAAC — “Cuidar, participar, acompanhar e decidir: articulando as ações pedagógicas do CEMEI” —, a participação familiar é compreendida como parte de um processo coletivo de acompanhamento e tomada de decisões. Os dados de setembro contextualizam a frequência em uma reunião anterior; os registros de outubro, por sua vez, documentam a participação na dinâmica e coincidem em quantidade com os familiares assinantes da lista de presença. Manter essas informações separadas por data fortalece a precisão da documentação. Mais do que contar presenças ou folhas, o propósito é transformar cada encontro em oportunidade de diálogo e corresponsabilidade pelo desenvolvimento das crianças.

Nota metodológica

O gráfico utilizado tem o título “Reunião de Pais — 21 de setembro de 2026”. Os totais de 111 presenças e 47 ausências foram somados a partir dos valores apresentados nas nove categorias visíveis. Esses dados são apresentados apenas como contexto da reunião de setembro. A dinâmica “Árvore da Aprendizagem” ocorreu em 21 de outubro de 2026. Conforme informação confirmada pela unidade, a quantidade de folhas registradas coincide com o número de familiares assinantes da lista de presença dessa data. A correspondência refere-se aos registros escritos e aos assinantes; não deve ser interpretada como medida geral de afeto, compromisso ou qualidade do vínculo.


 

RELATÓRIO INSTITUCIONAL — DINÂMICA “ÁRVORE DA APRENDIZAGEM”

CEMEI “Benedicto Cunha” — Lugar de Criança Feliz

1. Identificação

Unidade: CEMEI “Benedicto Cunha” — Lugar de Criança Feliz

Atividade: Dinâmica “Árvore da Aprendizagem” e entrega simbólica de sementes de girassol

Data: 21 de outubro de 2026

Público: familiares e responsáveis pelas crianças da unidade.

2. Contextualização

A atividade integrou a reunião de Pais e Mestres com o objetivo de fortalecer o vínculo entre família e escola, valorizar os saberes construídos no cotidiano e ampliar o diálogo sobre o desenvolvimento das crianças. Os familiares foram convidados a registrar o que a criança lhes ensinou, uma conquista percebida, uma característica admirada ou um desejo para o próximo bimestre.

3. Objetivos

• Fortalecer a parceria entre família e escola.

• Valorizar as percepções familiares sobre as aprendizagens e conquistas das crianças.

• Criar oportunidades de escuta, diálogo e corresponsabilidade.

• Relacionar a experiência concreta das sementes ao cuidado e à continuidade do desenvolvimento infantil.

4. Desenvolvimento da ação

A dinâmica foi organizada a partir de árvores preparadas para receber os registros das famílias. Cada participante pôde escrever sua contribuição e, quando necessário, compartilhar oralmente com apoio para o registro. Ao final, cada família recebeu uma porção de sementes de girassol, apresentada como símbolo de luz, crescimento, amor, esperança e cuidado. A mensagem central destacou que família e escola, juntas, podem cultivar condições favoráveis ao desenvolvimento e à aprendizagem.

5. Registros e resultados

5.1. Sistematização e responsabilidades das docentes regentes

As docentes regentes têm papel específico na mobilização e no acompanhamento da participação familiar. Compete a cada professora: (1) explicar às famílias o sentido da dinâmica e convidá-las a registrar uma aprendizagem, conquista ou característica da criança; (2) acolher registros escritos e contribuições orais, oferecendo apoio quando necessário; (3) conduzir a conversa pedagógica na sala de referência, compartilhando aprendizagens do 3º bimestre e prioridades para o 4º; (4) identificar temas que possam contribuir para o planejamento, sem transformar relatos isolados em avaliação definitiva; e (5) criar oportunidades posteriores de diálogo com responsáveis que não puderam comparecer. A coordenação pedagógica e a gestão apoiam a organização comum, a documentação e a articulação dos encaminhamentos. Essa divisão de responsabilidades dialoga com o tema da AAAC de 28/09/2026: “Cuidar, participar, acompanhar e decidir: articulando as ações pedagógicas do CEMEI”.

A experiência gerou registros nas árvores das turmas. Conforme informação confirmada pela unidade, a quantidade de folhas registradas coincide com o número de familiares que assinaram a lista de presença da reunião de 21 de outubro de 2026. Essa correspondência documenta a participação escrita dos familiares assinantes na proposta. A leitura dos registros deve permanecer qualitativa e acolhedora, sem comparar famílias ou transformar a extensão das respostas em indicador de vínculo.

6. Dados contextuais de frequência — reunião de 21/09/2026

O gráfico referente à reunião de 21 de setembro de 2026 registra 111 presenças e 47 ausências, totalizando 158 registros nas nove categorias apresentadas. A presença corresponde a aproximadamente 70,3% e a ausência a 29,7%. Esses dados são apresentados somente como contexto histórico da reunião de setembro e não devem ser atribuídos à reunião de outubro.

Turma (gráfico de 21/09/2026)

Presenças

Ausências

Presença (%)

Berçário A/B

10

3

76,9%

Maternal I A

12

3

80,0%

Maternal II A

8

11

42,1%

Jardim A

16

4

80,0%

Pré A

14

6

70,0%

Berçário B

8

5

61,5%

Maternal II B

17

1

94,4%

Jardim B

13

7

65,0%

Pré B

13

7

65,0%

Total

111

47

70,3%

 

7. Encaminhamentos

• Retomar, no planejamento, os temas e as percepções relevantes compartilhados pelas famílias.

• Compartilhar com os familiares as experiências e prioridades pedagógicas do período seguinte.

• Oferecer canais alternativos de participação a quem não pôde comparecer.

• Manter os registros de frequência e os registros da dinâmica identificados por data e natureza, evitando misturar dados de reuniões diferentes.

• Preservar as contribuições das famílias como documentação pedagógica, respeitando a privacidade das crianças e dos responsáveis.

8. Considerações finais

A dinâmica “Árvore da Aprendizagem” favoreceu um espaço de reconhecimento e partilha, aproximando as experiências familiares do percurso pedagógico desenvolvido no CEMEI. A entrega das sementes de girassol acrescentou uma dimensão simbólica à ação, reforçando a ideia de que aprender e crescer exigem cuidado, tempo, afeto e oportunidades. A documentação organizada por data permite valorizar a participação sem julgamentos e orientar a continuidade do diálogo entre família e escola.

Nota metodológica

Os dados de frequência (111 presenças e 47 ausências) pertencem ao gráfico da reunião de 21/09/2026. Para a dinâmica realizada em 21/10/2026, a unidade confirmou que a quantidade de folhas registradas coincide com o número de familiares assinantes da lista de presença. As duas informações referem-se a datas e registros distintos.

 

Prof. Esp. José Igídio dos Santos

Coordenador Pedagógico — CEMEI “Benedicto Cunha”

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