PRESENÇA QUE APROXIMA, PARTICIPAÇÃO QUE ENSINA: FAMÍLIAS NA
ÁRVORE DA APRENDIZAGEM
Uma experiência de parceria entre família e escola na
Educação Infantil
CEMEI
“Benedicto Cunha” — Lugar de Criança Feliz | Fernandópolis/SP | 21 de outubro
de 2026
Prof. Esp. José Igídio dos Santos
Coordenador Pedagógico — CEMEI “Benedicto Cunha”
Resumo
Este artigo reflexivo-pedagógico analisa a
dinâmica “Árvore da Aprendizagem”, realizada em 21 de outubro de 2026 no CEMEI
“Benedicto Cunha”, em Fernandópolis/SP, durante a reunião de Pais e Mestres. A
proposta convidou familiares e responsáveis a registrar o que aprenderam com as
crianças, conquistas percebidas e desejos para o percurso seguinte. A entrega
de uma porção de sementes de girassol a cada família ampliou o sentido
simbólico da experiência, associando cuidado, crescimento, esperança e
corresponsabilidade ao processo de ensinagem. Os dados de frequência da reunião
de 21 de setembro são apresentados apenas como referência contextual: 111
presenças e 47 ausências, em 158 registros. Para outubro, a quantidade de
folhas da dinâmica coincide com o número de familiares assinantes da lista de
presença, conforme informação confirmada pela unidade. A reflexão destaca que a
participação deve ser compreendida de forma acolhedora, sem transformar
frequência ou quantidade de registros em julgamento sobre o vínculo familiar.
Palavras-chave
Educação Infantil; relação família-escola;
ensinagem; documentação pedagógica; participação familiar.
1. Introdução
A relação entre família e escola se constrói
por meio do diálogo, da escuta e da partilha de responsabilidades pelo
desenvolvimento das crianças. Na Educação Infantil, essa parceria ganha
especial relevância porque as aprendizagens acontecem em diferentes contextos:
nas relações familiares, nas brincadeiras, nas interações com outras crianças e
adultos e nas experiências propostas pela instituição. Aproximar esses
contextos não significa torná-los iguais, mas criar condições para que se
escutem e se complementem.
2. Contextualização da experiência
A dinâmica “Árvore da Aprendizagem” foi
realizada em 21 de outubro de 2026, no CEMEI “Benedicto Cunha” — Lugar de
Criança Feliz, durante a reunião de Pais e Mestres. Os familiares foram
convidados a registrar algo que a criança lhes ensinou, uma conquista
observada, uma característica admirada ou um desejo para o próximo bimestre. As
árvores construídas pelas turmas deram forma coletiva a essas vozes e memórias.
A proposta também contemplou diferentes formas de participação, incluindo a
possibilidade de compartilhar oralmente e contar com apoio para o registro.
3. As sementes de girassol e o processo de ensinagem
Cada família recebeu uma porção de sementes
de girassol. O gesto, simples e intencional, funcionou como extensão simbólica
da dinâmica: uma semente precisa de condições de cuidado para germinar e
crescer, assim como o desenvolvimento infantil requer vínculos, oportunidades,
tempo, segurança e acompanhamento. O girassol foi associado à luz, ao
crescimento, ao amor e à esperança. A entrega das sementes caracterizou o
processo de ensinagem ao articular uma experiência concreta, um símbolo
compartilhado e uma reflexão sobre o papel conjunto da família e da escola. Não
se trata apenas de transmitir uma mensagem, mas de criar uma situação que convide
os adultos a atribuir significado à experiência e a levá-la para além do
encontro.
4. Presença, participação e leitura cuidadosa dos dados
A presença física em uma reunião amplia as
oportunidades de diálogo, mas a participação também pode ocorrer por meio de
perguntas, relatos, mensagens, conversas posteriores e outras formas possíveis
de colaboração. Por isso, as ausências devem ser compreendidas sem julgamentos.
O gráfico da reunião de 21 de setembro de 2026 apresenta 111 presenças e 47
ausências, totalizando 158 registros nas nove categorias representadas. A taxa
geral de presença corresponde a aproximadamente 70,3%, e a de ausência, a
29,7%. Esses números dizem respeito exclusivamente à reunião de setembro e
servem como referência contextual, não como resultado da reunião de outubro.
4.1 Dados da reunião de 21 de setembro de 2026
A tabela a seguir reproduz os valores
informados no gráfico e permite visualizar diferenças entre as turmas. Os
percentuais representam a proporção de presenças em relação à soma de presenças
e ausências de cada categoria.
|
Turma (gráfico de 21/09/2026) |
Presenças |
Ausências |
Presença (%) |
|
Berçário
A/B |
10 |
3 |
76,9% |
|
Maternal
I A |
12 |
3 |
80,0% |
|
Maternal
II A |
8 |
11 |
42,1% |
|
Jardim
A |
16 |
4 |
80,0% |
|
Pré
A |
14 |
6 |
70,0% |
|
Berçário
B |
8 |
5 |
61,5% |
|
Maternal
II B |
17 |
1 |
94,4% |
|
Jardim
B |
13 |
7 |
65,0% |
|
Pré
B |
13 |
7 |
65,0% |
|
Total |
111 |
47 |
70,3% |
5. A árvore como espaço de escuta e reconhecimento
5.1. A atuação das docentes regentes na mobilização das
famílias
A participação das famílias não depende apenas do convite geral
feito pela gestão. Ela também se constrói na relação cotidiana entre cada
docente regente e os responsáveis pelas crianças. Na sistematização desta
experiência, cabe às professoras de cada turma apresentar o propósito da
dinâmica em linguagem acessível, acolher as contribuições, oferecer apoio a
quem preferir falar em vez de escrever e valorizar as diferentes formas de
expressão, sem induzir respostas nem comparar famílias. Na reunião específica
em sala, as regentes articulam os registros familiares às experiências e
aprendizagens do 3º bimestre, compartilham prioridades para o 4º bimestre e
abrem espaço para perguntas e observações sobre o percurso da criança. Após o
encontro, podem retomar as contribuições pertinentes no planejamento e oferecer
oportunidade de diálogo posterior às famílias ausentes, por meio dos canais
institucionais. Esse trabalho é realizado em articulação com a equipe gestora e
a coordenação pedagógica, que organizam a proposta comum, apoiam as docentes e
ajudam a transformar a escuta em encaminhamentos pedagógicos.
Na reunião de 21 de outubro, a quantidade de
folhas registradas nas árvores coincide com o número de familiares que
assinaram a lista de presença, conforme confirmação da unidade. Essa
correspondência permite relacionar os registros escritos à participação dos
familiares assinantes. Ainda assim, a interpretação pedagógica não deve se
limitar à contagem: a extensão de uma resposta, a escrita convencional ou a
escolha das palavras não medem a qualidade do vínculo nem o interesse pela
aprendizagem. Cada contribuição precisa ser acolhida em seu contexto e, quando
pertinente, colocada em diálogo com as observações pedagógicas feitas pela
equipe.
6. Participar não é competir
As árvores não devem ser usadas para
classificar turmas ou comparar famílias. A quantidade de folhas pode documentar
a participação registrada na proposta, mas não explica, por si só, as razões de
presença ou ausência nem mede o compromisso de quem não pôde comparecer.
Trabalho, saúde, transporte, responsabilidades de cuidado e outras
circunstâncias podem interferir na participação presencial; os dados
disponíveis, entretanto, não permitem identificar quais fatores atuaram em cada
caso. Uma abordagem inclusiva reconhece as possibilidades e os limites de cada
família e oferece diferentes canais de diálogo.
7. Continuidade entre escola e família
As contribuições da dinâmica podem apoiar a
continuidade do trabalho pedagógico. A equipe pode retomar temas trazidos pelos
familiares, relacioná-los às experiências e aos direitos de aprendizagem da
Educação Infantil e compartilhar os próximos passos do planejamento. Para quem
não esteve presente, uma síntese acolhedora, uma conversa individual ou outro
canal institucional pode abrir oportunidade posterior de participação. A árvore
torna-se, assim, não apenas um registro de um encontro, mas um ponto de partida
para novas conversas.
8. Considerações finais
A dinâmica “Árvore da Aprendizagem” criou um
espaço de reconhecimento, escuta e partilha entre família e escola. A entrega
das sementes de girassol ampliou a experiência ao oferecer um símbolo concreto
de cuidado e continuidade: cultivar a aprendizagem exige atenção, tempo, afeto
e condições para crescer. A sistematização também evidencia o papel das
docentes regentes na mobilização dos responsáveis, no acolhimento das
contribuições e na articulação entre os relatos familiares e o planejamento de
cada turma. Em consonância com o tema formativo da AAAC — “Cuidar, participar,
acompanhar e decidir: articulando as ações pedagógicas do CEMEI” —, a
participação familiar é compreendida como parte de um processo coletivo de
acompanhamento e tomada de decisões. Os dados de setembro contextualizam a
frequência em uma reunião anterior; os registros de outubro, por sua vez, documentam
a participação na dinâmica e coincidem em quantidade com os familiares
assinantes da lista de presença. Manter essas informações separadas por data
fortalece a precisão da documentação. Mais do que contar presenças ou folhas, o
propósito é transformar cada encontro em oportunidade de diálogo e
corresponsabilidade pelo desenvolvimento das crianças.
Nota metodológica
O gráfico utilizado tem o título “Reunião de
Pais — 21 de setembro de 2026”. Os totais de 111 presenças e 47 ausências foram
somados a partir dos valores apresentados nas nove categorias visíveis. Esses
dados são apresentados apenas como contexto da reunião de setembro. A dinâmica
“Árvore da Aprendizagem” ocorreu em 21 de outubro de 2026. Conforme informação
confirmada pela unidade, a quantidade de folhas registradas coincide com o
número de familiares assinantes da lista de presença dessa data. A
correspondência refere-se aos registros escritos e aos assinantes; não deve ser
interpretada como medida geral de afeto, compromisso ou qualidade do vínculo.
RELATÓRIO INSTITUCIONAL — DINÂMICA “ÁRVORE DA APRENDIZAGEM”
CEMEI “Benedicto Cunha” — Lugar de Criança Feliz
1. Identificação
Unidade: CEMEI “Benedicto Cunha” — Lugar de
Criança Feliz
Atividade: Dinâmica “Árvore da Aprendizagem”
e entrega simbólica de sementes de girassol
Data: 21 de outubro de 2026
Público: familiares e responsáveis pelas
crianças da unidade.
2. Contextualização
A atividade integrou a reunião de Pais e
Mestres com o objetivo de fortalecer o vínculo entre família e escola, valorizar
os saberes construídos no cotidiano e ampliar o diálogo sobre o desenvolvimento
das crianças. Os familiares foram convidados a registrar o que a criança lhes
ensinou, uma conquista percebida, uma característica admirada ou um desejo para
o próximo bimestre.
3. Objetivos
• Fortalecer a
parceria entre família e escola.
• Valorizar as
percepções familiares sobre as aprendizagens e conquistas das crianças.
• Criar
oportunidades de escuta, diálogo e corresponsabilidade.
• Relacionar a
experiência concreta das sementes ao cuidado e à continuidade do
desenvolvimento infantil.
4. Desenvolvimento da ação
A dinâmica foi organizada a partir de árvores
preparadas para receber os registros das famílias. Cada participante pôde
escrever sua contribuição e, quando necessário, compartilhar oralmente com
apoio para o registro. Ao final, cada família recebeu uma porção de sementes de
girassol, apresentada como símbolo de luz, crescimento, amor, esperança e
cuidado. A mensagem central destacou que família e escola, juntas, podem
cultivar condições favoráveis ao desenvolvimento e à aprendizagem.
5. Registros e resultados
5.1. Sistematização e responsabilidades das docentes
regentes
As docentes regentes têm papel específico na mobilização e no
acompanhamento da participação familiar. Compete a cada professora: (1)
explicar às famílias o sentido da dinâmica e convidá-las a registrar uma
aprendizagem, conquista ou característica da criança; (2) acolher registros
escritos e contribuições orais, oferecendo apoio quando necessário; (3)
conduzir a conversa pedagógica na sala de referência, compartilhando
aprendizagens do 3º bimestre e prioridades para o 4º; (4) identificar temas que
possam contribuir para o planejamento, sem transformar relatos isolados em
avaliação definitiva; e (5) criar oportunidades posteriores de diálogo com
responsáveis que não puderam comparecer. A coordenação pedagógica e a gestão
apoiam a organização comum, a documentação e a articulação dos encaminhamentos.
Essa divisão de responsabilidades dialoga com o tema da AAAC de 28/09/2026:
“Cuidar, participar, acompanhar e decidir: articulando as ações pedagógicas do
CEMEI”.
A experiência gerou registros nas árvores das
turmas. Conforme informação confirmada pela unidade, a quantidade de folhas
registradas coincide com o número de familiares que assinaram a lista de
presença da reunião de 21 de outubro de 2026. Essa correspondência documenta a
participação escrita dos familiares assinantes na proposta. A leitura dos
registros deve permanecer qualitativa e acolhedora, sem comparar famílias ou
transformar a extensão das respostas em indicador de vínculo.
6. Dados contextuais de frequência — reunião de 21/09/2026
O gráfico referente à reunião de 21 de
setembro de 2026 registra 111 presenças e 47 ausências, totalizando 158
registros nas nove categorias apresentadas. A presença corresponde a
aproximadamente 70,3% e a ausência a 29,7%. Esses dados são apresentados
somente como contexto histórico da reunião de setembro e não devem ser
atribuídos à reunião de outubro.
|
Turma (gráfico de 21/09/2026) |
Presenças |
Ausências |
Presença (%) |
|
Berçário
A/B |
10 |
3 |
76,9% |
|
Maternal
I A |
12 |
3 |
80,0% |
|
Maternal
II A |
8 |
11 |
42,1% |
|
Jardim
A |
16 |
4 |
80,0% |
|
Pré
A |
14 |
6 |
70,0% |
|
Berçário
B |
8 |
5 |
61,5% |
|
Maternal
II B |
17 |
1 |
94,4% |
|
Jardim
B |
13 |
7 |
65,0% |
|
Pré
B |
13 |
7 |
65,0% |
|
Total |
111 |
47 |
70,3% |
7. Encaminhamentos
• Retomar, no
planejamento, os temas e as percepções relevantes compartilhados pelas
famílias.
• Compartilhar
com os familiares as experiências e prioridades pedagógicas do período
seguinte.
• Oferecer
canais alternativos de participação a quem não pôde comparecer.
• Manter os
registros de frequência e os registros da dinâmica identificados por data e
natureza, evitando misturar dados de reuniões diferentes.
• Preservar as
contribuições das famílias como documentação pedagógica, respeitando a
privacidade das crianças e dos responsáveis.
8. Considerações finais
A dinâmica “Árvore da Aprendizagem” favoreceu
um espaço de reconhecimento e partilha, aproximando as experiências familiares
do percurso pedagógico desenvolvido no CEMEI. A entrega das sementes de
girassol acrescentou uma dimensão simbólica à ação, reforçando a ideia de que
aprender e crescer exigem cuidado, tempo, afeto e oportunidades. A documentação
organizada por data permite valorizar a participação sem julgamentos e orientar
a continuidade do diálogo entre família e escola.
Nota metodológica
Os dados de frequência (111 presenças e 47
ausências) pertencem ao gráfico da reunião de 21/09/2026. Para a dinâmica
realizada em 21/10/2026, a unidade confirmou que a quantidade de folhas
registradas coincide com o número de familiares assinantes da lista de
presença. As duas informações referem-se a datas e registros distintos.
Prof. Esp. José Igídio dos Santos
Coordenador
Pedagógico — CEMEI “Benedicto Cunha”

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